Resenha do livro Personal Branding – Construindo sua Marca Pessoal
O autor Arthur Bender é um dos maiores especialistas em estratégias de marcas no Brasil e seu livro é leve, sincero e direto. Com citações salpicadas ao logo das páginas e muitos exemplos nos quais você certamente vai se reconhecer ou lembrar dos profissionais que o cercam. Vale a leitura.
O texto já começa com um chute na canela:
“Embora este livro possa ser enquadrado como de autoajuda, devo adverti-lo de que com ele você certamente não pulará da cadeira nem levantará as mãos ao céu, sentindo-se invencível. Pode acontecer o contrário. Em várias passagens, você não derramará lágrimas imaginando como é poderoso. Talvez derrame lágrimas de revolta e fúria. A trilha sonora de fundo desse papo não é da Enya, desculpe (como em muitas palestras chorosas e melosas de autoajuda). Ela está mais para punk rock do que para música de consultório médico ou de massagem. Você não ficará nem um pouco calmo…”
E continua derramando verdades conhecidas, mas que precisamos relembrar sempre como:
“O conhecimento é a base igual para todos. Mas é a paixão que traz brilho aos olhos, que vai tirar você do mar da medianidade.”
ou
“Pare de ser normal. ser normal é ser mediano. e a medianidade só levará você a viver e ganhar na média”
e
“Existem dois momentos importantes na vida de uma pessoa. O primeiro é quando ela nasce. O segundo quando ela descobre porque veio ao mundo.”
.
Arthur, que sabe bem como tirar marcas de produtos e empresas do que ele classifica como medianidade, empresta sua visão experiente e um discurso afinado para ajudar a construir marcas pessoais. Se você está insatisfeito com os resultados da sua carreira ou como os seus colegas e superiores lhe enxergam – uma boa idéia é dar uma lida nas 10 Leis do livro que trago abaixo e, se motivar-se a realmente se comprometer em ser responsável pela alavancagem da própria carreira, compre o livro.
10 Leis do Sucesso da Marca Pessoal
1a Lei: O valor está na diferença
Se você se diferenciar ganha valor. Se igualando – fica na medianidade.
2a Lei: Ser tudo é não ser nada
Não é concebível ser bom em tudo. Escolha algo no qual se destaque e foque nesse ponto.
3a Lei: Cultive um defeito
Grandes líderes cultivam manias ou hábitos estranhos que os tornam mais humanos, mais perto de nós. Um pequeno defeito na sua imagem o permitirá deixá-la menos plastificada ou com cara de construída.
4a Lei: Construa uma história
Dramas, quedas, sucessos fantásticos, histórias de sofrimento, exemplos de vida, reforçam e emoção e alma para a sua imagem
5a Lei: Imagem pessoal é apenas parte do processo
Você precisa de conteúdo, posicionamento e relacionamento. Suas atitudes devem refletir a sua imagem.
6a Lei: Entenda a lógica do seu mercado
Após definir a sua imagem, defina para quem você vai querer vendê-la e organize pequenas estratégias para tal. Não importa aonde você quer chegar, sempre vai precisar de uma rede de relacionamento para isso.
7a Lei: Sinergia é vital
Cada um desses itens deve ser coerente com a sua imagem:
Tom de voz, gestual, maneira como responde um email, maneira como atende ao telefone, como trata as pessoas, como encara as pessoas, a forma como se apresenta, postura ao caminhar, roupas, corte de cabelo e perfume.
8a lei: Jamais subestime sua audiência
Você jamais vai conseguir enganar todo mundo o tempo todo. Por isso não projete sua imagem em qualidades que você não tem. Aceite seus fracassos e limitações.
9a Lei: Escolha uma atividade que possa ser o melhor do mundo e tenha paixão pelo que faz.
Ao trocar de empresa, aceitar uma oferta diferente, mudar de setor ou abrir um negócio, apegue-se a essas duas diretrizes.
10a Lei: Faça algo do qual se orgulhe no futuro
Não siga apenas tocando a vida. Tenha um objetivo que, quando na velhice, sentirá orgulho de ter seguido.
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Mas antes de sair por aí como um tarado, abrindo o casaco e mostrando a que veio, sugiro uma reflexão sobre uma declaração de um dos maiores gênios da humanidade, e que acreditava que a simplicidade é a sofisticação suprema:
“Uma pessoa pode ser classificada em uma de três classes: Aquela que vê. Aquela que vê quando lhe é mostrado. Aquele que não vê.” Leonardo da Vinci
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Quando sugeri que nunca deixasse de falar em qualidade de atendimento, era exatamente isso: “sempre abordar textos onde a qualidade de atendimento nunca deixe de aparecer, ter o principal valor.” Excelente!