Quem me conhece sabe bem qual é a minha opinião sobre a cópia de conteúdo digital: sou mais que a favor. Sou um defensor.
Mas é preciso explicar os limites dessa afeição ao compartilhamento digital. Sou contra a pirataria de produtos ou marcas com fins comerciais. Falsificações só prejudicam o avanço tecnológico e cultural ao trazer lucros para indivíduos que não estão envolvidos no processo de inovação e pesquisa e entregam, geralmente, um produto de péssima qualidade.
Defendo o acesso ao conhecimento humano, educação e cultura. E considero ridícula a comparação de uma cópia de um livro ou cd, por exemplo, ao roubo. Se eu roubar uma caneta de alguém, a vítima do crime deixa de ter a caneta. Mas se eu copio de alguma forma o conteúdo de outrem, eu e ele poderemos usufruir dessa ideia. Em marketing isso tem até nome: benchmarking.
Esse vídeo abaixo defende esse conceito, mas de um jeito mais divertido:
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É bom deixar claro que a pirataria sempre existiu. Perto, inclusive, de quem nunca comprou 3 filmes por R$10 no camelô ou baixou um mp3 na internet. Você estava cometendo um crime contra as leis de direitos autorais quando produzia em casa fitas K7 com coletâneas para uma namoradinha (só para quem tem mais de 30anos), quando copiava versos de um escritor num cartão de Dia das Mães, quando tirava cópias de algumas páginas de uma apostila ou enviava um texto que não era seu por email para alguém. Parece injusto, não é?
Então pense nisso: se a escola pública ao lado da sua casa tiver que pagar os direitos autorais ao ECAD das músicas que serão executadas na próxima festa junina, não haverá próxima festa junina. Isso aumenta ou não a distância entre o ensino de uma escola pública e de uma particular?
Considero que não deveria ser considerado crime copiar para uso próprio. Só deveria haver restrições de obras protegidas se houvesse finalidade comercial direta ou indireta.
Mesmo assim, executivos de gravadoras e distribuidoras defendem que baixar ToyStory3 gratuitamente na internet (o que é possível após uma simples busca no Google) seria como entrar escondido no cinema e assistir ao filme atrás da pilastra. Concordo. Mas isso já vem acontecendo, em parte, quando há clientes nos cinemas que pagam uma indevida meia-entrada usando carteirinhas de estudante falsas em resposta a preços praticados fora da realidade brasileira.
O que esses executivos de gravadoras e distribuidoras precisam entender é que novos tempos carecem de novos formatos. E a internet é o melhor veículo para a democratização da cultura e do conhecimento, ajudando o Brasil a diminuir o seu déficit educacional e cultural.
Os novos modelos de negócio deverão contemplar essa premissa: quem copia conteúdo para uso próprio não deve ser considerado um criminoso. Ele é um divulgador.
Desse jeito, escritores vão continuar a ter seus leitores fiéis ao livro impresso, os músicos vão ter mais fãs em seus shows e os cinemas não perderão público porque ir ao cinema é muito mais que conhecer a história do filme.
“O grande segredo para a plenitude é muito simples: compartilhar.” Sócrates
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Concordo plenamente com você!!
O Texto é muito bom!!